quinta-feira, 25 de setembro de 2014

oh she maybe weary

sobre o cansaço que ficou em minha pele.
em meus ossos.

a primavera finalmente chegou e não estou tão certa se agosto foi mesmo um desgosto.
pareço minha máquina de lavar brastemp no modo molho + agitar.

as provas estão aí, e logo sigo em frente.

e a única que espero deixar pra trás são os quilos a mais, além da habitual (ou não) angústia.

além do mais, os beijos afetuosos que daniel me dá na testa me salvam.

 

quinta-feira, 5 de junho de 2014

carta provisória

um pedaço de mim fica com você todas as manhãs quando saio pra trabalhar.
já faz algum tempo que você mudou meu trajeto.
o caminho não é tão longo, não é tão cansativo.   eu penso menos. eu vivo mais ao seu lado.
já faz um bom tempo que você mudou meus sonhos, que você tem realizado pouco a pouco cada um deles. já faz um tempo que você caminha contracorrente comigo. e que você não larga a minha mão.
já há algum tempo você me colocou na garupa da sua moto, me mostrou largos jardins de flores lindas brilhando com o sol radiante e calmo - como nossos corações.
aquele vento embaraçando meus cabelos, o cachecol roxo esvoaçante e minhas mãos apertando seu peito.

conto pra você meus medos, e você me acolhe no seu colo, me protege.
me ama com delicadeza, me toca com profundo amor e me mostra isso olhando nos meus olhos.
é gentil, paciente, sincero.
é poeta, cantor, gaitista. é meu amor.

já faz um tempo em que a porta daquele quarto está trancada. já faz um tempo que me fragmentei para ser sua.
há algum tempo, esqueci minhas malas em casa e tenho outro lar. outros pêlos, outras cores.
já faz algum tempo que não sou a mesma, que a velocidade tem baixado e me tornei mulher de um homem só.
todo dia meus pés procuram os seus e nos encaixamos até o amanhecer, não importa pra que lado estejamos, alguma parte nossa tem que estar junto.

você me surpreende com pequenas coisas, com palavras doces. você alegra meu dia.

agora você chegou em casa. me abraçou. e contou que estava com saudade.
outro dia escrevo outras coisas. agora vou ficar com você.

terça-feira, 27 de maio de 2014

cheguei em casa cansada. exausta.
demorei uns 20 minutos pra estacionar o carro na nova garagem. e depois de conseguir, chorei.
não sabia mais como tiraria o carro da garagem. aquela garagem é uma bosta.

terça-feira, 13 de maio de 2014

"um tiro no coração, despedaçou, no asfalto um arco-íris dos seus lábios sem cor, e o que restou, um armário sem vestidosu, um vaso sem flor"





"você me deixou. eu vi você sair sem dizer pra onde foi. e o que restou vai ficar comigo e a saudade depois"

sábado, 19 de abril de 2014

"hoje você está nas coisas tão mais lindas"

não sei se foram os olhos, os cabelos ou o jeito em que ele me segurou. mas no instante em que ele me beijou pela primeira vez foi como se todas as borboletas dentro de mim acordassem e fizessem festa.
eu já contei essa história antes... mas não me canso de contar que naquela noite, aquela noite em que ele me beijou pela primeira vez, eu não conseguia dormir. e não passou um dia sequer em que eu não pensasse nele.
e eu só estou contando essa história de novo porque já são 3 anos juntos.


por amor.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

gabriele

ela nunca riu de mim. ela sempre riu comigo.



e é gabrielE, com E, faz favor.

domingo, 9 de fevereiro de 2014

so, so you think you can tell heaven from hell?


janelas do carro aberta, um sol quente fazia minha pele parecer derreter.
um sol quente que dava dor de cabeça.
queria ter parado em qualquer lugar, mas eu segui em frente.
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eu não sou a garota dos poemas, eu não a menina delicada. nunca fui a moça da voz delicada e das palavras certas.
eu era a moça torta, eu era menina que batia boca, eu era a menina que tocava o foda-se. e ninguém nunca me tirou pra dançar.
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esses dias me veio à memória nossos longos e-mails, os filmes de madrugada e as palavras nunca ditas. a separação sem explicação. a amizade quebrada como um cristal.
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então, veio alguém e catou esses caquinhos delicados.
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desci as escadas correndo com os olhos transbordando não as lágrimas, mas a dor. eu tinha sido eu mesma todo esse tempo e mentiram sobre tudo pra mim.
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e mesmo assim, meu coração ainda estava lá intacto, parecia que eu nunca tinha amado ninguém antes. e nem naquele momento. eu sofri porque eu não queria perder o que eu tinha.
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olharam em meus olhos e disseram: não quero que você vá.

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e eu disse: não posso ficar. eu nunca fico.
e eu fui embora pra sempre.

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eu não sei ser quem os outros esperam que eu seja. e durante muito e tanto tempo eu só esperei algo que me fizesse sentir viva e me tirasse de toda angústia que eu sempre carreguei pelo peso de ser quem eu sou.

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sala escura, só a tela do computador iluminava. e me lembrei de quando eu tinha 18 anos. e de como era bom estar onde eu estava. com todas as minhas feridas abertas, e com toda aquela solidão que me protegia de ser machucada novamente. eu ainda não estava pronta.

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2 anos haviam se passado desde então... era a primeira vez que meus pés se cansavam da liberdade da dança. voltei pra casa cruzando os pés de alegria. finalmente sentia-me viva.
e pude seguir em frente.
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com amor. com cuidado. com coragem.