sábado, 19 de abril de 2014

"hoje você está nas coisas tão mais lindas"

não sei se foram os olhos, os cabelos ou o jeito em que ele me segurou. mas no instante em que ele me beijou pela primeira vez foi como se todas as borboletas dentro de mim acordassem e fizessem festa.
eu já contei essa história antes... mas não me canso de contar que naquela noite, aquela noite em que ele me beijou pela primeira vez, eu não conseguia dormir. e não passou um dia sequer em que eu não pensasse nele.
e eu só estou contando essa história de novo porque já são 3 anos juntos.


por amor.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

gabriele

ela nunca riu de mim. ela sempre riu comigo.



e é gabrielE, com E, faz favor.

domingo, 9 de fevereiro de 2014

so, so you think you can tell heaven from hell?


janelas do carro aberta, um sol quente fazia minha pele parecer derreter.
um sol quente que dava dor de cabeça.
queria ter parado em qualquer lugar, mas eu segui em frente.
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eu não sou a garota dos poemas, eu não a menina delicada. nunca fui a moça da voz delicada e das palavras certas.
eu era a moça torta, eu era menina que batia boca, eu era a menina que tocava o foda-se. e ninguém nunca me tirou pra dançar.
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esses dias me veio à memória nossos longos e-mails, os filmes de madrugada e as palavras nunca ditas. a separação sem explicação. a amizade quebrada como um cristal.
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então, veio alguém e catou esses caquinhos delicados.
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desci as escadas correndo com os olhos transbordando não as lágrimas, mas a dor. eu tinha sido eu mesma todo esse tempo e mentiram sobre tudo pra mim.
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e mesmo assim, meu coração ainda estava lá intacto, parecia que eu nunca tinha amado ninguém antes. e nem naquele momento. eu sofri porque eu não queria perder o que eu tinha.
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olharam em meus olhos e disseram: não quero que você vá.

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e eu disse: não posso ficar. eu nunca fico.
e eu fui embora pra sempre.

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eu não sei ser quem os outros esperam que eu seja. e durante muito e tanto tempo eu só esperei algo que me fizesse sentir viva e me tirasse de toda angústia que eu sempre carreguei pelo peso de ser quem eu sou.

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sala escura, só a tela do computador iluminava. e me lembrei de quando eu tinha 18 anos. e de como era bom estar onde eu estava. com todas as minhas feridas abertas, e com toda aquela solidão que me protegia de ser machucada novamente. eu ainda não estava pronta.

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2 anos haviam se passado desde então... era a primeira vez que meus pés se cansavam da liberdade da dança. voltei pra casa cruzando os pés de alegria. finalmente sentia-me viva.
e pude seguir em frente.
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com amor. com cuidado. com coragem.



segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

para os dias jururu


cozinhar e cortar o cabelo.


ah, o inferno astral.

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

o último dia deste ano velho é uma carta


escrevo esta carta enquanto daniel dorme. ele está de bruços e eu conto as pintinhas de suas costas.

hoje chorei. e senti um enorme alívio de ter um calendário pra oficializar este dia, pois já estou com os dedinhos cruzados e as preces na ponta da língua prontas para acontecer à 00h.

este foi um dos anos mais importantes da minha.
consolidei uma relação com meu pai que há muito tempo vinha buscando. e acho que não só eu.
e disse à minha mãe que a amava muito. essa relação tão desgastada. essa relação que me dói. mas eu disse. ela disse.

em dezembro, depois de todos os exames da faculdade, cheguei em casa e pude respirar calmamente, sem me sentir sufocada. quer dizer, não que a faculdade de psicologia me sufocasse, mas sim, foi muito difícil conseguir sair quase ilesa deste semestre. e senti falta da única pessoa aquariana com quem me sentia bem e boa. não me envolvi em protestos, não me envolvi em nada que pudesse me sugar tanto. também ninguém me abraçou e disse que foi importante ter me conhecido. eu nunca fui ao bar da faculdade.

eu fui em outros bares, eu tropecei em outras pessoas.

esse ano eu cortei o cabelo. não fui muito no cinema e o único livro que comprei de poesia foi do pedro.

resgatei relações que me fazia falta. e pude me sentir melhor.

houve também uma pequena casa, uma tenda vermelha. essa casa guarda segredos de muitas mulheres. com estes segredos me mantive em pé. pra também contar o meu. 

este ano não dancei tanto quanto queria e não tomei um porre daqueles - acho que estou ficando velha muito rápido.

algumas coisas trocaram de lugar, e eu troquei muito de lugares, eu tenho um novo emprego e me sinto melhor nele. ele é o que paga a minha faculdade.

neste longo ano, embora eu tivesse sofrido muito, por tantas e muitas coisas, não posso deixar de dizer, que ter o daniel do meu lado foi a melhor destas coisas boas ou tristes que me aconteceram.
não deixo nunca de agradecer tanto amor e tanto carinho. em toda minha vida eu tive muito cuidado nas minhas relações, e tive/tenho medo de perdê-las. eu passo muito tempo tentando proteger essas relações, e posso dizer que eu não medo da nossa relação.
há duas semanas atrás eu disse sim, e coloquei o seu sobrenome que eu mais gosto no meu. há duas semanas atrás ele me abraçou forte e disse que era pra sempre.
e pela primeira vez, eu acreditei e senti que realmente eu podia confiar. e eu confio.
e por mais que essa relação caminhe conturbada na maior parte do tempo, porque obviamente eu sou uma autêntica aquariana, nunca faltou amor, nunca houve incerteza. eu sempre estive onde estive porque quis.
daniel me deu uma família. me deu pessoas que eu amo também.
esse ano a gente mudou a vida.
e nunca houve alguém que me amasse tanto, e que se preocupasse e que quisesse estar do meu lado.
todos os dias daniel me guia.
todos os dias ele me ama e eu o amo.
o dia em que nos casamos foi o melhor dia da minha vida, em anos. e eu sei que sem nossos amigos, sem as pessoas que nos ajudaram, nunca seríamos capazes de ter uma festa tão linda quanto a gente teve.
e eu não podia imaginar como somos queridos. foi um dia lindo. lindo.

agora quero terminar esta carta com meu coração aquecido de amor.
porque eu sou amor.  e em 2014 também.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

ela não tem mais aquela sorriso de que me lembro quando tinha 6 anos.
às vezes ela sabe.

tenho dado largos suspiros líquidos. o estômago voltar a esmagar a garganta.

eu sinto falta dela assobiando patience... eu sinto falta dela ligar o rádio e cantarolar tudo errado.
eu sinto falta da vaidade dela.
eu sinto falta de tudo dela que me atinge hoje.

seria pedir demais paciência?

ai, mãe. calma.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

quero ouvir uma canção de amor, que fale da minha situação... de quem deixou a segurança do seu mundo por amor...

ele não se ajoelhou aos meus pés. não houve o pedido.
o pedido foi meu.
eu quis. eu pedi.

e ele aceitou. ele também me quis.
ele também me ama.

ele não colocou um diamante diante dos meus olhos...
mas ele colocou a felicidade.

em muitos momentos cuspi aqui angústias de outros tempos e destes tempos também.
suspirei muitos poemas. e muitos poemas que me foram escritos tinham outros endereços.

eu, tão aquariana. espaçosa. dramática... gritante...
me coloquei diante dos olhos dele, diante das gavetas que eu escolhi pra dividir quem eu sou com ele.
e eu quis dividir muito mais coisas com ele. 

eu tomei a decisão de estar nesta estrada. de seguir com ele.

eu. tão eu. tão profunda. tão sentimental, me abro.
me dissolvo.

eu escolhi o amor. ele também.
eu o escolhi e ele me escolheu.

e vamos nos casar.